Adaptação e pertencimento
Quando você não se sente nem daqui, nem de lá.
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Não sabe por onde começar? Não precisa saber. Me conta como você está.
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Mudar de país também é perder. Mesmo quando foi escolha, mesmo quando deu certo. Aqui existe lugar para essa saudade, sem pressa para que ela passe.
Sinais
Nenhum desses sinais é diagnóstico. São só jeitos comuns de dizer que algo pede atenção.
A escuta
Na psicanálise, luto não é algo a ser superado depressa. É um trabalho psíquico: aos poucos, a gente se despede do que perdeu e encontra outro lugar para isso dentro de si. Esse trabalho leva tempo e não segue uma ordem.
Na terapia, você pode falar da saudade sem precisar justificar. Das pessoas, mas também das coisas miúdas: o barulho da rua, o pão da padaria, o jeito de alguém dizer o seu nome. É comum que, falando dessas perdas, apareçam outras mais antigas, que a mudança fez reacender.
Não existe um jeito certo de sentir saudade. Existe o seu, e é ele que a escuta procura acompanhar.
Para pensar
Luto migratório é o nome que se dá ao conjunto de perdas que acompanham a mudança de país. Não é uma perda única, como a de uma pessoa. São muitas, pequenas e grandes, que vão aparecendo com o tempo: a língua, a comida, o clima, o jeito das pessoas, a rede de amigos, o lugar que você ocupava na família.
Por não ter um fato marcante, esse luto costuma ser pouco reconhecido, inclusive por quem vive. "Mas fui eu que escolhi vir", você pensa. A escolha não apaga a perda.
Ele também é um luto que vai e volta. Pode aparecer forte numa data comemorativa, num cheiro, numa chamada de vídeo em que todo mundo está junto e você não.
O processo
Você não precisa organizar o que sente antes da primeira sessão. Pode começar pelo que estiver mais perto.
Aos poucos, o que era uma tristeza difusa ganha contorno: o que exatamente ficou para trás e o que isso significava para você.
A mudança se liga a outras partes da sua vida. Entender essas ligações ajuda a dar sentido ao que você vive agora.
Não há prazo para o luto, nem para a terapia. As sessões são por videochamada, em horário combinado no seu fuso.
Cada processo é singular. A terapia não promete resultado: oferece um espaço de escuta para o que você vive.
Com a Karina
Atendo em português, por videochamada, brasileiros que vivem em qualquer lugar do mundo. Na sessão, você não precisa traduzir saudade, nem explicar o que significa uma festa junina ou um almoço de família.
Minha escuta é psicanalítica: atenta ao que você diz e ao que ainda não conseguiu dizer. Não trago respostas prontas sobre ficar ou voltar. Acompanho você enquanto encontra as suas.
Onde você estiver
Atendimento online para todo o Brasil e para quem vive fora.
Aqui no Brasil
Brasília
Onde você está
o seu fuso
Dúvidas
É o conjunto de perdas que acompanham a mudança de país: língua, vínculos, hábitos, referências e o lugar que você ocupava. É um luto feito de muitas perdas pequenas, que aparecem aos poucos.
Não. É uma experiência humana diante do que se perde numa mudança de país. Falar sobre ela não significa que há algo errado com você.
Não existe um tempo fixo. Ele pode ir e voltar ao longo dos anos, com intensidades diferentes. A terapia não marca um prazo, acompanha o seu.
Faz. Escolher não impede de sentir falta. Muitas vezes é justamente por ter escolhido que a pessoa sente que não tem direito à tristeza.
Mais do que parece. A saudade não é só das coisas boas, é de um lugar onde você sabia quem era. Isso pode ser falado na terapia.
Pode. O atendimento é online e em português, com horário combinado no seu fuso.
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